Chegada no EUA e o Reencontro…
Continuando a história…
Cheguei em Miami as 5:20 da manhã do dia seguinte e de cara tive q ficar 1h na fila da imigração. Apesar de ser super cedo, tinham 4 vôos chegando ao msm tempo, por isso o tamanho das filas. Havia mais de 30 cabines mas só 10 estavam funcionando, o q tb explica a demora toda.
Qnd cheguei na cabine, o oficial de imigração foi super tranquilo, digitou meus dados no sistema, fez o scaneamento das minhas digitais e me encaminhou pra tal salinha q todo mundo tem medo rs. Eu já sabia q teria q ir pra lá por causa do meu tipo de visto e pq tinha q entregar o envelope lacrado com meus documentos q o Consulado me enviou junto com o visto.
Chegando lá o cara me pediu pra sentar e aguardar ser chamada. Realmente é um clima mto pesado ficar lá dentro. As pessoas q vão praquela sala, são aquelas q tem algum problema com visto, passaporte, digitais ou como meu caso q era apenas pra me registrar oficialmente entrando no país e a partir daquela data virar residente permanente pro USCIS.
Como tinham outras pessoas na minha frente e apenas um oficial processando os casos, o q era pra ser algo rápido acabou demorando mais um bocado e o meu vôo pra Los Angeles saia ás 8:30.
Qnd ele me chamou, faltavam exatos 40min pro avião sair. Em 5 min me pediu q lesse e assinasse um termo concordando q em 1 ano e 9 meses eu tenho q dar entrada no processo junto ao USCIS pra retirar a minha condição de residente condicional para residente permanente. (Explico: pelo fato de ser casada a menos de 2 anos, o meu Green Card é válido por 2 anos e dps, se continuar casado (espero q sim né rs) dá entrada pra pegar o permanente q vale por 10 anos).
Me explicou tb q com o meu visto (CR1) eu poderia trabalhar, tirar SSN (Social Security Number) e entrar e sair do país qnts vezes quiser, sem precisar do cartão do Green Card propriamente dito. Fiquei tranquila e saí correndo dali pra pegar as malas logo e correr pra não perder meu avião.
Peguei as malas pesadérrimas (q a essa altura ja estavam todas foras da esteira tamanha a demora em sairmos da imigraçao), pus num carrinho e sai correndo q nem louca pra ainda ter q achar o guichê da American Airlines, fazer Check-in e ir pra sala de embarque.
O aeroporto de Miami é mtooooooooooo grande. Andei mto pra achar o raio do guichê da AA. Qnd eu finalmente achei não dava mais tempo de embarcar e tiveram q me por no vôo seguinte. Nessa hora eu já tava lamentando q se a porcaria da TAM não tivesse atrasado a saída do Rio, teria dado tempo deu fazer td com calma… paciência…
Me colocaram pra outro vôo q saia 3h dps (ás 11:30) e ainda tive q pagar 50 dólares de taxa de sobrepeso da mala maior q ultrapassou 7 lbs (+ ou - 3.2 kgs). Vôo doméstico é mais chato com franquia de bagagem agora na nova lei. :S Dps até pensei q poderia ter distribuido o peso a mais na mala menor, mas aquela hora da manhã, cansada de viagem, puta pq tinha perdido meu avião e ainda tinha q ficar calculando pounds em kilos??? Sei lá qnt eram 7 pounds po!!!!! rs
Despachei as malas e fui comer alguma coisa.Procurei um lugar q pelo menos me fosse familiar pra não ter surpresas com comida e q eu soubesse o q estava comendo. Com a fome q eu tava (minha ultima refeiçao tinha sido o breakfast do avião ás 4:30 da manhã) queria comer q nem louca e optei pelo Burger King. Mas naquela hora só serviam o Menu de café da manhã e peguei qq um lá q parecia menos pior.
Era um sanduiche horroroso e mais uma batata q eu nunca tinha visto, pior ainda !!!!! Tinha bacon, ovos e mais um monte de troço q nem lembro mais. Nunca aceitei esse fato dos americanos se empanturrarem de comidas pesadas e gordurosas logo de manhã cedo e posso dizer q tomei nojo de ovo dps dessa experiência. Até a fome passou.
Fiquei zanzando pelo aeroporto, liguei pro Bruce pra avisar q atrasaria, sentei nos bancos, até cochilei encostada numa pilastra até dar a hora de ir pra sala de embarque. Chegando a hora, fui uma das últimas a entrar no avião pq como eu estava sendo encaixada, não tinha número de assento disponível pra mim, tive q esperar até q todos entrassem pra ver q lugar tinha sobrado, daí então me disponibilizarem um.
Foi um assento horrível tb. O banco do meio da fila do meio. Quer coisa pior????? rs
Dormi e acordei durante todo o vôo. Era um tempo de viagem relativamente longo. 5:30 de viagem. E a cada minuto q passava eu só ficava pensando “falta 3h pra eu reencontrar Bruce. falta 3h, falta 2h, 1h” até q finalmente eu cheguei em LA.
Fiquei super tensa!!!! Fiquei pensando como seria nosso reencontro, imaginava ele de diversas formas. será q ia chorar??? Sei lá…tava tão feliz, acho q não ia rolar.
Fui andando pra esteira pegar as malas junto com todos os passageiros e a medida q eu ia andando dava pra ver a rua e os carros passando. Aí fiquei pensando “nossa, a rua passa logo aqui, será q Bruce vai estar aqui tb? Perae, então a qq momento eu posso esbarrar com ele???? Perae, não foi assim q eu sonhei! Kd a porta de desembarque e ele lá me esperando??? Ai q nervoso!!! As esteiras estão ali e a porta de vidro da rua é em frente e as pessoas q não eram passageiros já circulam junto com a gente. Kd ele????”
E foi assim q de repente, na última esteira, aonde estavam as minhas malas, lá estava ele, parado, de pé, todo lindão pra mim, com um sorriso imenso no rosto me esperando. Ai q alegria!!! Chego a ficar arrepiada só de lembrar.
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Foi um abraço super gostoso, intenso, cheio de carinho, de amor, de saudade….Eu mal podia acreditar q estava realmente acontecendo. Qnt tempo eu fiquei sonhando acordada com o abraço dele e agora aquilo tava ali acontecendo de verdade. Eu realmente estava tendo ele nos meus braços!
Foram 7 meses e 4 dias ou 218 dias no total. 5254 horas sem nos ver pessoalmente e 10.162 km de distância.
Finalmente eu tinha meu marido perto de mim e isso não tem preço. A felicidade não tinha nome! Várias vezes durante o dia me peguei apertando e beliscando ele, conferindo pra saber se era verdade q eu estava msm aqui no EUA junto dele. E dentro da gente aquele sentimento de q todo o tempo q estivemos separados, era como se nunca tivéssemos ficado realmente longe um do outro. Nosso pensamento e nosso coração continuavam juntos msm com toda a distância….(Quer saber se chorei??? A resposta é NÃO, por incrível q pareça. Quem me conhece vai até estranhar. Sou chorona pra cacete).
E com o relato do meu reecontro com o Bruce, encerro a série de posts “Voltando a dar notícias” q eu conto td q rolou na minha mudança pra cá. Encerro tb o capítulo da minha vida em q vivi por 24 anos no Brasil. Se volto algum dia, não sei, só Deus sabe. Mas agora é um novo capítulo q começo a escrever.
A partir de agora, com casa nova, ano novo, vida nova e template de blog novo tb rs, começo a contar sobre a minha vida aqui no Eua. As minhas impressões, as novidades q forem acontecendo aos poucos, as minhas alegrias e td q se relaciona a minha vida americana.
Até amanhã….
Filed under: Geral, Imigração, Viagens | 2 Comments
Qnd cheguei na cabine, o oficial de imigração foi super tranquilo, digitou meus dados no sistema, fez o scaneamento das minhas digitais e me encaminhou pra tal salinha q todo mundo tem medo rs. Eu já sabia q teria q ir pra lá por causa do meu tipo de visto e pq tinha q entregar o envelope lacrado com meus documentos q o Consulado me enviou junto com o visto.
Tati, que bacana que é, né, poder ficar junto e saber que nao vai ter despedida de novo! Afe! Um sonho, sei como e isso! Eu vim por NY e nao tive de ir pra salinha nenhuma nao. A mulher la no guiche mesmo de entrada pegou meu passaporte, meu pacote de instrucoes, fez o resto que voce falou e foi so. Tambem nao me falaram nada sobre o GC e tal. Eu ja sabia porque durante o processo pro K3 a gente se torna expert em imigracao por casamento, ne? rs… Puxa, fico feliz que deu tudo certo pra voce na salinha. Eu so tinha ouvido falar de 1 menina que foi pra salinha. Mas ela foi por Miami e Miami dizem que e trash, que os agentes sao super grossos. Minha filha, comida ruim e uma realidade americana. Eu sofro apos 5 meses aqui. Nao me acostumo. Beijo, conta o resto ai pra gente.
oi Eliane, pois é, agora ficamos grudadinhos direto e já prometemos q nunca mais iremos nos separar de novo.
Olha a comida aqui nem é tão ruim assim. Eu não sou um exemplo de ser saudável, então pra mim as comidas daqui são bem apropriadas rs.
O q me matou msm foi aquele ovo nojento com gosto de nada, isso sim foi péssimo.
Olha, eu j’á sabia q iria pra tal salinha. No seu caso, acho q como vc entrou com K3, vc não precisava ter toda essa parafernalha, afinal vc iria dar entrada no GC aqui dentro do EUA, pode ter sido isso.Mas o importante é q todas estamos aqui…hehehe
Menina, eu vejo seu blog e como vc consegue aguentar esse frio?????
Aqui na CA qnd começa a esfriar um pouco a gente já pira, iamgina ver neve dia e noite? rs
bjs